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Bancos devem investir R$ 50,4 bilhões em tecnologia em 2026, com foco em cibersegurança e inteligência artificial

As instituições financeiras brasileiras devem investir R$ 50,4 bilhões em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) ao longo de 2026, consolidando o setor bancário como o maior investidor em tecnologia do país. A projeção faz parte da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026, elaborada pela Deloitte com dados referentes a 2025.

No ano passado, os investimentos alcançaram R$ 46,8 bilhões, um crescimento de 12% em relação a 2024. Para este ano, a expectativa é de um novo avanço, impulsionado principalmente pelos investimentos em cibersegurança, considerada prioridade máxima pelas instituições financeiras.

Além da proteção contra ataques cibernéticos e fraudes digitais, o estudo aponta que tecnologias como computação em nuvem (cloud computing), inteligência artificial, inteligência artificial generativa (GenAI), blockchain e computação quântica estão entre as principais apostas estratégicas dos bancos.

Inteligência artificial acelera investimentos

Os recursos destinados à inteligência artificial cresceram de forma expressiva em 2025. Os investimentos passaram de R$ 596 milhões em 2024 para R$ 834 milhões, um aumento de 39%. A expectativa da Febraban é que os aportes ultrapassem R$ 1 bilhão em 2026, refletindo a crescente adoção da tecnologia no setor financeiro.

Apesar do avanço, a pesquisa mostra que aproximadamente 60% das instituições ainda estão em estágio inicial de implementação da IA, especialmente da inteligência artificial generativa, que segue em fase de testes e desenvolvimento de novos casos de uso.

Segundo o levantamento, o principal desafio agora é transformar essas iniciativas em soluções escaláveis que gerem ganhos operacionais e melhorem a experiência dos clientes.

Falta de profissionais preocupa o setor

A escassez de mão de obra especializada continua sendo um dos maiores desafios para os bancos. O estudo revela que 40% das instituições enfrentam dificuldades para contratar profissionais com conhecimentos em inteligência artificial aplicada à segurança cibernética.

Outro obstáculo apontado é a integração das novas tecnologias aos sistemas legados. Cerca de 32% dos bancos relatam dificuldades para incorporar soluções de IA às infraestruturas já existentes, enquanto 68% demonstram preocupação com a governança dos dados e o uso ético da inteligência artificial.

Para reduzir esse déficit de talentos, a Febraban informou que mais de 211 mil profissionais receberam treinamento em tecnologia da informação e segurança cibernética ao longo de 2025.

Computação em nuvem ganha papel estratégico

A pesquisa também destaca a crescente importância da computação em nuvem para a infraestrutura bancária. Segundo o levantamento, 88% das instituições pretendem ampliar a migração de dados para ambientes em nuvem, buscando maior eficiência operacional, escalabilidade e suporte ao crescimento das transações digitais.

A tecnologia é vista como essencial para garantir a disponibilidade contínua de serviços como Pix e Open Finance, que exigem sistemas funcionando de forma ininterrupta e com alta capacidade de processamento.

Outro destaque do estudo é o retorno do blockchain entre as prioridades tecnológicas, representando 32% dos investimentos analisados, enquanto a computação quântica começa a aparecer no radar das instituições, com 8% das iniciativas já direcionadas para essa tecnologia emergente.

O levantamento reforça que, diante do aumento das transações digitais e da sofisticação das ameaças cibernéticas, os bancos brasileiros seguem acelerando a transformação digital, investindo em infraestrutura, inovação e segurança para atender às novas demandas do mercado financeiro.

Fonte:https://convergenciadigital.com.br/mercado/bancos-projetam-investir-r-504-bilhoes-em-tic-este-ano-ciberseguranca-vira-prioridade-absoluta/ acesso em 30/06/2026 às 11: 37

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